Entender os resultados do PROART vai além de ler os números. Cada escala tem sua lógica de interpretação e critérios de risco específicos. Este guia explica o que fazer com cada score — da Organização do Trabalho aos Danos — e como transformar os dados em ação.
Receber os resultados do PROART é apenas o primeiro passo. O valor real do diagnóstico está na capacidade de interpretar corretamente cada score e traduzir os dados em medidas concretas de intervenção. Este guia percorre cada escala, explica os critérios de risco e indica o que a empresa deve fazer em cada situação.
Antes de ler qualquer score, é essencial fixar esse princípio: o diagnóstico PROART não avalia o estado psicológico individual dos colaboradores. Ele avalia as condições organizacionais a que os trabalhadores estão expostos. Um score alto em "Esgotamento Mental" não significa que os funcionários estão doentes — significa que o ambiente de trabalho tem características que favorecem o esgotamento. A responsabilidade de intervir é da organização.
Esta escala avalia como o trabalho está estruturado. A lógica de interpretação é inversa ao sofrimento: scores baixos indicam maior risco, pois revelam que a organização do trabalho está desfavorável ao trabalhador.
O que fazer em alto risco EOT: revisar a distribuição de tarefas por cargo, clarificar responsabilidades, avaliar o ritmo de trabalho e as metas, verificar se as normas e procedimentos são adequados à realidade operacional.
Esta escala tem dois fatores com lógicas opostas de risco: o estilo Individualista é um fator de risco (quanto maior, pior); o estilo Coletivista é um fator protetor (quanto menor, pior).
O que fazer quando o individualismo predomina: programas de desenvolvimento de líderes, criação de espaços de colaboração entre equipes, revisão de critérios de avaliação de desempenho que incentivem competitividade predatória.
Esta escala mede a vivência subjetiva de sofrimento dos trabalhadores. Scores altos indicam maior sofrimento — portanto, a lógica aqui é direta.
Esgotamento Mental em nível alto é um sinal de alerta prioritário: indica que os trabalhadores já estão operando no limite — precursor direto do burnout e dos afastamentos.
O que fazer em EIST alto: investigar as causas a partir dos dados da EOT e EEG (o sofrimento é consequência das condições organizacionais), criar canais de escuta estruturados, revisar a carga de trabalho e o estilo de liderança.
Esta é a escala de desfecho — mede os danos já instalados na saúde dos trabalhadores. Scores altos aqui indicam que o adoecimento já está ocorrendo.
Importante: danos altos com sofrimento alto e organização desfavorável formam o perfil de maior risco e maior exposição jurídica da empresa. Esse conjunto exige plano de ação imediato e documentação rigorosa.
As quatro escalas se relacionam em uma lógica causal: a Organização do Trabalho e o Estilo de Gestão criam as condições que geram Sofrimento, que por sua vez produz Danos. Portanto, o plano de ação mais eficaz intervém nas causas — nas escalas I e II — e não apenas nos sintomas (escalas III e IV).
A eCasarini entrega a análise integrada das quatro escalas, com o plano de ação priorizado por fator e o laudo técnico em conformidade com a NR-1.
A NR-1 exige mapeamento dos riscos. O Radar entrega o laudo técnico que sua empresa precisa.
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